Indústria química: recuo no primeiro trimestre

Indicadores da Abiquim estão entre os mais frustrantes aferidos pelo setor

maquina-cartao“Em termos históricos, os patamares médios de volumes dos três primeiros meses de 2016 expressam um dos piores períodos dos últimos dez anos”, vaticina avaliação da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). De janeiro a março último, constata a entidade, no a produção,  vendas internas e a demanda de produtos químicos de uso industrial continuaram no ritmo negativo iniciado em 2015. A produção caiu 0,93% nos três primeiros meses do ano, em comparação com igual período do exercício, enquanto as vendas internas declinaram 6,69%, nas mesmas bases. O consumo aparente nacional (CAN) teve retração de 5,5% no trimestre inicial do período atual versus iguais meses do ano anterior. As importações também acusaram queda de 2,07% no mesmo período. Se excluídos os produtos do grupo intermediários para fertilizantes, as importações apresentam recuo de 13,62%. Única variável positiva é a da evolução das vendas externas: subiram 46,3% no primeiro trimestre sobre os mesmos meses do ano anterior. Na média dos três meses inicial de 2016, a taxa de ocupação da capacidade instalada da indústria química ficou em 76%, três pontos abaixo da registrada em igual período de 2015.