EUA: suspeita de dumping em importações de PET

Solicitada investigação dos preços da resina brasileira e de quatro países asiáticos

PET do Brasil está sob ameaça de receber sobretaxa antidumping Estados Unidos. A resina nacional forma com as de outros produtores asiáticos-China, Indonésia, Coreia do Sul, Taiwan e Paquistão- o grupo de fornecedores de PET que motivaram o pedido de investigação de dumping encaminhado ao governo norte-americano pelas petroquímicas locais DAK Americas LLC, Indorama Ventures USA Inc., M&G Polymers USA LLC e Nan Ya Plastics Corp. America,conforme informa o jornal norte-americano Plastics News. O pleito foi divulgado em comunicado á imprensa em 26 de setembro pelo escritório de advocacia nova-iorquino Kelley Drye & Warren LLP e as petições já tramitam nas repartições do Departamento de Comércio e Comissão de Comércio Internacional, argumentando que o poliéster importado dos cinco países está sendo vendido nos EUA abaixo do chamado valor justo, causando assim danos à indústria doméstica ao pressionar para baixo os preços internos. Segundo foi divulgado na mídia, o volume de PET daqueles países desembarcado no mercado norte-americano entre 2014 e 2016 saltou da órbita de 67.000 toneladas para cerca de 272.000. O Departamento de Comércio declarou que decidirá se a investigação antidumping procede em 20 dias a partir do recebimento das petições e a Comissão Internacional de Comércio, por sua vez, deve empreender em 45 dias um estudo preliminar relativo à aferição de prejuízos materiais e potenciais, esclareceu o noticiário de Plastics News. O processo investigativo oficial deve consumir, como um todo, em torno de um ano e a decisão definitiva é esperada para o período entre setembro e dezembro de 2018. A propósito, entre as petroquímicas reclamantes da prática de dumping figuram a M&G, produtora de PET no complexo pernambucano de Suape, e a Dak Americas, controlada da Alpek, conglomerado mexicano  que comprou  da Petrobras, ao final de 2016, a outra planta de PET no Brasil, integrante dos ativos da Petroquímica Suape, em transação que aguarda a aprovação final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).