EUA reduzem custos da produção de gás de xisto

Ganhos em tecnologia e logística ampliam competitividade das operadoras na Dakota do Norte

perfuracaoEndossada por um batalhão de analistas, a previsão de que a exploração de gás contido em jazidas de xisto nos EUA vergaria os joelhos sob pressão do colapso dos preços do petróleo começa a soçobrar. Reportagem publicada pelo diário norte-americano Wall Street Journal (WST) mostra como a crescente eficiência tecnológica de empresas de prospecção de gás em ação no Estado da Dakota do Norte sinaliza o alcance de custos mais competitivos e ajustados a uma conjuntura de superoferta de petróleo a reboque de uma economia global mantida em fogo brando. A matéria destaca a empresa Hess como exemplo dessa volta por cima. Hoje em dia, ela operando três sondas perante 17 em 2014. Em contrapartida, aumentou de 16 para 22 sua quantidade anual de o número de poços perfurados. Segundo David McKay, diretor da Hess, a queda abrupta dos preços do barril levou os exploradores do gás de xisto a repensarem suas operações e disso resultaram, nos últimos dois anos, trunfos como a redução dos custos de finalização em mais de 30% ao longo dos últimos 12 meses, para cerca de US$ 2 milhões por poço, além do encurtamento de três para um dia do processo de fraturamento hidráulico num poço. A média da produção inicial de um poço também foi elevada em 20%, indica McKay. Embora o número de operadoras falidas tenha crescido nos EUA, assinala a matéria do WST. As empresas sobreviventes estão lançando a base para o que julgam ser uma era de crescimento mais lento, mas contínuo na Dakota do Norte, encontrando meios (cortes nos custos, ganhos logísticos, primazia para os melhores ativos etc.) de validar os investimentos na formação de xisto de Bakken( entre o oeste da Dakota do Norte e o leste do Estado de Montana) a mesmo com os preços do barril em baixa. Um dos campos de petróleo de operação mais cara do mundo, o Bakken é um teste-chave para a capacidade da indústria de petróleo norte-americana de se sustentar. Exploradoras capitalizadas como a Hess Corp., a norueguesa Statoil ASA e a XTO Energy, unidade da Exxon Mobil Corp, hoje mira suas reservas mais ricas, melhorando os métodos para identificar onde instalar as sondas e aprimorando a logística das plataformas, de forma que podem perfurar mais poços com rapidez inédita. A média dos custos de perfuração e finalização de poços, nota a reportagem do WSJ, caiu mais de 30% nas principais áreas de petróleo de xisto dos EUA ante os níveis recordes de 2012.