EUA: reciclagem de plástico em baixa

Volume de garrafas pós-consumo recuperadas caiu 29,7% em 2016

O declínio nos preços das resinas virgens, decorrência das cotações em baixa do petróleo, os avanços na redução do peso das embalagens, incidência de contaminação de lotes de refugo e até mudanças nas exportações compõem o mosaico de justificativas oficiais do setor plástico norte-americano para um revés na sustentabilidade; o recuo nos volumes da reciclagem em 2016, aferido em relatório co-assinado pelas entidades Association of Plastic Recyclers (APR) e National Association for PET Container Resources (NAPCR). No plano geral dos plásticos pós-consumo, a queda foi orçada em 29,7% no ano passado, algo abaixo do declínio fixado em 31,1% em 2015. Na esfera das garrafas de polietileno de alta densidade, reduto dominado por leite e detergentes, a redução foi orçada em 2,8% e o volume reciclado fechou em torno de 500.000 toneladas no último período. Em PET, o volume de embalagens recicladas nos EUA pairou na órbita de 796.000 toneladas em 2016 ou 14.000 toneladas a menos que o balanço precedente. O fecho cabe às garrafas pós consumo de polipropileno (PP), cujo volume recuperado aproximou-se de apenas 17.000 toneladas, quantidade 15,3% acima da registrada em 2015. Apesar dessa boa nova, o cruzamento de dados setoriais indica que esses recipientes de PP constituem apenas 1,8% do total de garrafas plásticas descartadas e corretamente encaminhadas para a reciclagem no país.