EPS está proibido em Nova York

Apoio ao desenvolvimento sustentável inspira veto ao expandido em descartáveis para alimentos

Poliestireno expandido (EPS) entrou em 2019 com o pé esquerdo. Após anos de contenda jurídica, a proibição do estirênico tomou a roupagem de norma municipal desde 1 de janeiro em Nova York, epicentro financeiro e cultural do planeta. Decreto de cunho ambiental baixado pelo prefeito da megalópole, Bill de Blasio, determina o banimento de EPS em embalagens e demais itens descartáveis relativos a  alimentos em restaurantes e estabelecimentos como lojas e indústrias, concedendo um período de seis meses sem aplicação de multas (US$ 259 para a primeira infração, US$ 500 para a segunda e US$ 1.000 para as demais reincidentes) para o cumprimento da determinação começar a vigorar, noticia o jornal digital norte-americano Plastics News. Conforme foi divulgado, a questão embutiu uma queda de braço entre o setor de EPS, que atesta a reciclagem viável do material, e a ala de opositores do poder público, como Katherin Garcia, comissária da saúde pública nova iorquina. “Materiais espumados não podem ser reciclados sem complexidades e não têm lugar em nossas vidas”, ela declarou à mídia, asseverando que o veto ajudará a reduzir a incidência de refugo urbano descartado. A norma municipal barra EPS de artefatos como copos, pratos e bandejas, mas abre exceção para recipientes para a venda de carne e peixe, para comida recebida por seus vendedores e para o emprego de pérolas do expandido destinadas à proteção de produtos transportados.

COMPARTILHAR