Eles resistem e tocam adiante

Os vencedores do Prêmio Plásticos em Revista 2017 ensinam a fazer uma limonada desse limão chamado Brasil

Nos últimos anos, o tom da apresentação da entrega do Prêmio Plásticos em Revista (PPR) seguiu basicamente esta linha: passamos por mais um período de crise, fizemos muitos sacrifícios, mas conseguimos chegar de pé aqui, às vésperas de dezembro, graças ao trabalho, dedicação e a certeza de que os dias melhores podem demorar, mas virão. Tudo isso continua super válido. Mas a conjuntura pede uma abordagem fora da caixa para dimensionar o significado do PPR 2017, premiação realizada na noite de 22 de novembro último com a nata do plástico no Brasil lotando o espaço paulistano Infinitto. É o seguinte: a aceleração dos fluxos globais de comércio, da manufatura aditiva e da conectividade estão, junto com as mudanças climáticas, reconfigurando o mundo de forma drástica. O mundo começa a operar diferente e num ritmo bem mais rápido que a nossa capacidade de assimilar o que está acontecendo. Todo mundo que não é da Geração Y e ainda dirige sabe de cor aquela frase: os objetos no seu espelho retrovisor estão mais próximos do que parecem. Pois muito bem, hoje em dia esse aviso passou do retrovisor para o para-brisa na frente do carro e diz assim: o futuro está muito mais perto do que se imagina. O Brasil está no meio desse fogo cruzado, um caldo que só engrossa com as nossas crônicas carências e incertezas. Depois de três anos de depressão, a recessão começa enfim a aliviar, mas só se saberá se essa melhora vai mesmo continuar depois das

 

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