Efeito dominó

A indústria automobilística depara com vários divisores de suas águas. Com impacto direto sobre os componentes plásticos

O Banco Central orça em US$ 18,7 bilhões o montante repassado nos últimos dois anos pelas matrizes das montadoras de veículos às suas fábricas por aqui. Em meio a uma capacidade instalada que tem operado com alta ociosidade, pelos motivos notórios, o destino primordial dessa dinheirama tem sido o desenvolvimento de produtos e a atualização tecnológica da fabricação e de modelos de carros cada vez mais globais. “A indústria automobilística se caracteriza por planejar investimentos a longo prazo, na média de cinco anos”, situa Ricardo Bacellar, diretor de relacionamento com a indústria automobilística brasileira da consultoria KPMG. “A tecnologia hoje evolui com maior rapidez, exigindo das montadoras um esforço de modernização industrial à margem da recessão atual”, ele pondera. “Além do mais, os últimos números de vendas levam as montadoras a declarar na mídia que o fundo do poço ficou para trás, a melhora da demanda interna é palpável , mesmo que ainda paire a incerteza política, com reflexos na economia, em relação ao cenário após as eleições de 2018”. Bacellar também defende a consistência do modelo de planejamento estratégico da indústria com a percepção de que, apesar da intensa interferência do governo na atividade econômica, as empresas em geral procuram se desprender desse quadro voltando-se para o que ele chama dever de casa. “Ou seja, tratam de ajustar produtos às expectativas do cliente, racionalizam custos e buscam produtividade”. Como sinal de estabilidade tranquilizante, o consultor comenta que o mercado financeiro projeta o dólar a R$ 3,35 – R$ 3,40

 

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