Conta dura de fechar

A realidade da indústria recicladora contrasta com o oba oba ambiental

Sensores setoriais atestam que a participação do plástico em embalagens pós- consumo subiu no Brasil de 23% em 2012 para 32% em 2017. É uma boa nova, mas não ofusca a gravidade das intocadas questões de fundo para a indústria de reciclagem do material. Entre os gargalos pendentes, André Vilhena, diretor executivo da entidade Centro Empresarial para Reciclagem (Cempre), atenta em particular para duas deficiências. “Uma delas refere-se à tributação do plástico reciclado, em especial no tocante ao ICMS, o imposto que mais onera o reciclador”, aponta. “Trata-se de aplicar no reciclado a mesma tributação já recebida pelo plástico na condição de resina virgem”. O dirigente reconhece que clamar por incentivo fiscal ao reciclador não condiz com uma conjuntura de contas públicas em pandarecos. “O melhor caminho é reivindicar uma desoneração, conforme estudo a respeito já encaminhado pelo Cempre ao governo”, ele julga. Outro flanco exposto a ser fechado, considera Vilhena, passa pela própria razão de ser do Cempre, ou seja, incrementar o percentual de embalagens pós-consumo recicladas. “É preciso sensibilizar mais a população para o descarte correto, de modo a assegurar aos recicladores um suprimento mais linear de matéria-prima para processar, evitando assim que, em determinadas regiões, essas indústrias sofram com períodos de ociosidade expressiva”, ele nota. A continuidade desses dois gargalos, como endossam os entrevistados nas reportagens a seguir, contribui para a incidência da informalidade no mercado de reciclados, sustenta Vilhena. “O comércio paralelo inibe a expansão dessa atividade que o país tanto precisa, tal como o próprio

 

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