Chile proíbe sacolas plásticas

Lei do veto é justificada pelo combate à poluição marinha

O Chile ingressa em 2018 como primeiro país latino-americano a banir a distribuição de sacolas plásticas de saída de caixa. Extensiva a 102 municípios na orla do Pacífico, a proibição é imposta por lei promulgada em 25 de outubro último pela presidente Michelle Bachelet (foto) sob a justificativa de assim combater a poluição marinha, motivo também do repúdio ao descarte incorreto de plástico manifestado na 3ª Assembléia Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada de 4 a 6 de dezembro último em Nairóbi, Quênia. “A redução de refugo plástico jogado no mar é uma tarefa que só levaremos adiante se mudarmos de comportamento em toda a cadeia: produção, consumo, comércio, manejo da sucata, fiscalização e educação”, discursou a presidente na solenidade de assinatura da lei. Os municípios foram incumbidos de zelar pelo cumprimento da norma e, em caso de infração, cabe a multa de até 233 mil pesos por sacola descartável. Sacolas reutilizáveis e as reconhecidas pelo governo chileno como biodegradáveis não estão proibidas. As cidades alcançadas pela lei têm um ano para se adaptar ao veto e seu enunciado acena a municípios distantes da orla com a possibilidade de adotarem o mesmo banimento. Pelos cálculos oficiais, o consumo chileno de sacolas é algo superior a 3 bilhões de unidades anuais.