América do Norte: oferta limitada de PP

São poucos os investimentos em novas plantas apesar da disponibilidade de propano

Em contraste com o aguardado excedente na capacidade local de polietileno (PE), a conjuntura para polipropileno (PP) na América do Norte permanece distante de rédea solta na oferta. Em exposição no seminário Plástics News Sumitt, realizado no início de junho em Chicago, Scott Newell, analista da consultoria texana Resin Techonology, assinalou que a capacidade norte-americana de PP opera desde 2016 na marca ao redor de 90%, de leve abaixo da faixa média de 92% em 2015. Pelas suas estimativas, o mercado espera o acréscimo da ordem de 225.000 a 320.000 toneladas, via desgargalamentos, entre 2016 e o final de 2017. De acordo com o consultor. Investimentos em curso na produção de propeno pela rota de hidrogenação de propano, a exemplo da capacidade arredondada em 750.000 t/a em implantação no Texas pela indústria Enterprise Products. Do lado dos projetos de PP nos EUA, Newell citou a planta de 250.000 t/a de partida programada para 2019 pela Formosa Plastics e, um ano depois, a entrada em campo da unidade de 450.000 t/a que elevará para cinco fábricas a capacidade de PP da Braskem na América do Norte. “Se a demanda interna crescer  a 2,4% ao ano e a capacidade local de PP acusar apenas 5% de ociosidade, novas fábricas do polímero se tornarão necessárias”, ele antevê.

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