Retração persistente da indústria química alemã

Associação VDI sinaliza nova queda na produção e vendas este ano sem retomada em 2026
Retração persistente da indústria química alemã

O ambiente na K’ 2025 (8-5/10, em Düsseldorf), feira alemã reputada a nº1 do plástico mundial, periga pender mais para choradeira pelo mercado deprimido que para a celebração de progressos tecnológicos no país considerado o coração da vanguarda no setor. Fala por si uma previsão da VCI, associação da indústria química alemã, noticiada em 17/7 no site Chemical Week: exclusive fármacos, a produção de químicos na Alemanha deve fechar 2025 com queda de 2% e sem esperança de volta por cima em 2026. No primeiro semestre deste ano, o referido índice de produção caiu 3% e o de vendas 2% versus mesmo período em 2024.

Quanto à capacidade instalada, a indústria química alemã rodou de janeiro a junho com ocupação média de 80%, abaixo do limiar de rentabilidade pelo terceiro ano seguido. “O fechamento de plantas e realocação de investimentos para o exterior e cortes de pessoal já são uma realidade no país”, declarou a VDI no comunicado sobre pesquisa de seus filiados sobre a conjuntura funesta, acrescentando ao tormento a escalada em curso no setor do número de empresas insolventes. Para completar o sufoco, a entidade atenta para o aumento de postergações das decisões de investimentos, efeito atribuído a pedregulhos burocráticos, trabalhistas e tributários no caminho entre os projetos e sua consumação na Alemanha de hoje.

Uma ilustração contundente do baixo astral reinante é a admissão da Basf, joia da coroa alemã em químicos como plásticos de engenharia, de reduzir sua previsão de ganhos este ano com base na divulgada performance do segundo trimestre, abalada pela incerteza econômica e e geopolítica global, conforme noticiado em 11/7 no portal Chemical Week. Entre abril e junho deste ano, o lucro líquido do grupo ficou em €80 milhões, muitos furos abaixo dos €410 milhões esperados pelos analistas. As vendas globais de € 15.77 bilhões no segundo trimestre deste ano foram 2.1% inferiores ao saldo no mesmo período sem bonança em 2024.

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