Pelo andar da carruagem no primeiro semestre, as exportações de polipropileno (PP) da China caminham para totalizar 5.7 milhões de toneladas este ano, antevê o banco de dados da consultoria Icis. Este volume sarado reflete a conquista pelo país, perseguida anos a fio com persistentes investimentos, da autossuficiência na produção da poliolefina, aliás de oferta limitada em grandes mercados como América Latina, África e Europa, cita John Richardson, blogueiro do site Icis. A China, portanto, tornou-se um mega exportador regular de PP e projetado saldo das suas remessas internacionais este ano contrasta com o registro de apenas 400.000 toneladas de PP exportadas em 2020. A quantidade despachada já saltou para 1.4 milhão de toneladas em 2021; 1.3 milhão nos respectivos exercícios de 2022 e 2023 e 2.4 milhões de toneladas em 2024.
Por tabela, prossegue o rastreio postado em 10/7 no site da Icis, as importações chinesas de PP têm vindo ladeira abaixo: de 6.1 milhões de toneladas no pandêmico 2020 recuaram para 1.3 milhão em 2024 e rumam para limitarem-se a 200.000 toneladas este ano. Entre os países mais vergastados com a saída da China da carteira de exportações de PP, despontam a Coréia do Sul, Taiwan e Arábia Saudita, aponta Richardson. Pelas suas estimativas, a capacidade instalada chinesa de PP cresceu 9% em 2024, vira este ano com aumento de 11% e deve ficar 127% acima da demanda interna em 2030. Na conjuntura atual, o Brasil forma entre os principais importadores da resina chinesa, ao lado do Peru, Índia, Paquistão e Turquia.


