Fruto de investimentos anos a fio e em linha com a política industrial do governo, a autossuficiência atingida na produção de polipropileno (PP) coroou a China com dois recordes no balanço de janeiro a junho último, conforme noticiado pelo site Chem Orbis. Com base na régua do desempenho semestral, o portal informa que, na primeira metade deste ano, a petroquímica chinesa registrou seu menor nível de importações da resina (1.554.240 de toneladas) em mais de 16 anos e o maior volume exportado (acima de 1.5 milhão de toneladas). O banco de dados ChemOrbis Stats Wizard assinala que, pelo flanco das exportações chinesas, o Vietnã liderou os desembarques, com participação da ordem de 17%. Esta parcela supera o dobro da alcançada pelo segundo destino, Bangladesh, com 7.4%, vindo a seguir a Indonésia, com 6.4%. Do lado das importações de PP pela China, lideram a relação de fornecedores, a Coreia do Sul, com fração de 18% das remessas; Singapura, com 17.4% e Emirados Árabes Unidos com 11%.
No ano passado, repassa o banco de dados, a China acrescentou 3.25 milhões de t/a à sua capacidade instalada de PP. De janeiro a julho último, adicionou 4.45 milhões de t/a e até o fim do ano deve incrementar este potencial em 3.7 milhões de toneladas. Para 2026, completa o artigo em Chem Orbis, a capacidade chinesa de PP deve receber mais 4.23 milhões de toneladas, fortalecendo um excedente doméstico do polímero a ser desovado no mercado mundial.
Analistas setoriais estimam em 139% a atual autonomia produtiva chinesa em PP, índice rumo a 141% em cinco anos, quando configurará salto de 54% perante o patamar registrado em 2020. Por sinal, bancos de dados do ramo projetam para 2030 que o potencial produtivo de propeno atinja na China a marca de 67 milhões de t/a ou cerca de 35% acima do platô atingido em 2024. Na conjuntura atual, o surto de persistentes expansões em PP pela petroquímica chinesa contempla o Nordeste Asiático com o maior excedente mundial do polímero.


