A coincidência ácida do excedente mundial de poliolefinas com a demanda engessada pavimenta a rota para duas reações esperadas na petroquímica global: fusões/aquisições de empresas e o fechamento de fábricas menores, defasadas e custosas. Economia bastante fechada, o Japão abraça a primeira alternativa, indica o memorando de entendimento, relativo a joint venture nas operações de polipropileno (PP) e polietilenos de alta densidade (PEAD) e linear (PEBDL), firmado em meio ao retrancado consumo doméstico por Mitsui Chemicals, Idemitsu Kosan e Sumitomo Chemical, informou em 10/9 o site Icis.
A intenção das partes é favorecer a economia de escala integrando as divisões das duas resinas commodities na Prime Polymer Co, sociedade existente da Mitsui Chemicals com a Idemitsu Kosan. Pelo acordo, a Sumitomo Chemical pretende transferir à referida joint venture seus negócios em poliolefinas em troca de participação societária de 20%. Concluído este movimento, a parcela acionária da Mitsui Chemicals na Prime Co baixará de 65% para 52% e a da Idemitsu Kosan recua de 35% para 28%. Com o acréscimo dos ativos da Sumitomo, a capacidade da Prime Co passará para 1.59 milhão de t/a de PP e 720.000 de PE. A junção das três empresas tramita para ser oficializada em abril de 2026.


