Poliolefinas: Amazonas e Santa Catarina lideram importações por estados

Desembarques em Manaus e portos catarinenses somaram 1.8 M de toneladas em 2025
Poliolefinas: Amazonas e Santa Catarina lideram importações por estados

Um desatino cultivado por sucessivos governos pesa muito nas importações de resinas, puxadas pelas poliolefinas, pelos portos incentivados do Amazonas e Santa Catarina: a combinação da sobrecarga tributária com sobretaxas alfandegárias. Deu o que está dando: os desembarques de PE e polipropileno (PP) pelo porto de Manaus emplacaram 891.595 toneladas em 2025 e 831.503 em 2024, bem além das 550.486 em 2023, mostra retrospecto do governo (SECEX) endossado pela Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM). Já no portos catarinenses atracaram 954.654 toneladas no ano passado, 1.090.267 em 2024 e 778.682 há três anos. À guisa de referência da fatia do leão detida no cálculo pelos dois estados, as importações nacionais de poliolefinas totalizaram 2.606.347 toneladas no último exercício.

Nos meandros desses polímeros em superoferta mundial desembarcados na Zona Franca, constam 113.396 toneladas de polipropileno (PP) em 2025; 129.251 em 2024 e 93.622 em 2023. No quiosque de PE, entraram por Manaus 166.841 toneladas do grade de alta densidade (PEAD) em 2025; o total de 172.084 no período anterior e 109.022 em 2023. No compartimento das resinas de baixa densidade + lineares (PEBD + PEBDL), os desembarques no Amazonas foram de 269.127 toneladas em 2025 e, corpos atrás, 253.558 em 2024 e 208.995 um ano antes. Por fim, na ala dos copolímeros de etileno e alfa-olefina foram internadas 342.231 toneladas pelo porto de Manaus em 2025, acima das 276.610 do saldo precedente e das 138.847 de três anos atrás. Cabe considerar na interpretação do panorama a produção nacional insuficiente de materiais como PEBD e PEBDL metalocênico.

Além dos regalos fiscais, a conveniência logística deixa Santa Catarina bem na foto da partilha por estados das importações brasileiras de resinas commodities. Em poliolefinas, cruzaram a aduana dos portos locais 385.802 toneladas de PP em 2025 contra 410.746 em 2024 e, bem atrás, 277.164 em 2023. Quanto a PE, as importações desovadas em portos catarinenses registraram 251.762 toneladas de PEAD em 2025 perante 297.158 precedentes e 185.807 em 2023. No tocante a PEBD+ PEBDL, os sensores do governo captam as importações por Santa Catarina em 97.635 toneladas no último período, aquém das 129.152 em 2024 e á frente das 93.379 em 2023. A relação de poliolefinas fecha com importações catarinenses de 219.455 toneladas de copolímeros de etileno e alfa olefina em 2025 perante 253.211 em 2024 e 222.332 em 2023.

No alambrado do PVC, que tem na transformação do Sul um consumo titular no país, atracaram em Santa Catarina 280.248 toneladas do vinil no ano passado versus 282.165 anteriores e 209.672 em 2023.

Compartilhe esta notícia:

Deixe um comentário