Plástico reciclado: a falência da plataforma digital Cirplus

A trajetória fugaz de um verde marketplace global B2B
Plástico reciclado: a falência da plataforma digital Cirplus

Sete anos e meio de embates entre a realidade do mercado e a inteligência artificial desembocaram na falência da startup alemã Cirplus, badalado marketplace global B2B para compra e venda de resinas recicladas e resíduos plásticos coletados. Em seu lançamento em 2018, com estardalhaço explicável pelo carimbo de circularidade no negócio, a Cirplus captou €5.5 milhões e relacionou mais de dois milhões de toneladas de polímeros reciclados de um efetivo superior a 70 países em sua plataforma usuária de inteligência artificial para atrair interessados em transações spot e por contrato, relata artigo em 12/3 no site Plastics News.

Em 2024, ainda sob o fugaz esplendor da ascensão, a Cirplus, sediada em Hamburgo e então a maior plataforma digital no gênero na Europa, desembarcou com subsidiária na Índia. No ano passado, por sua vez, a startup fundada por Christian Schiller (CEO) e Volkan Bilici ajudou a implementar a norma EN 18065 , introdutora de sistema padronizado de classificação e rastreamento digital para plásticos reciclados na União Europeia, maior campo de atuação da plataforma. A quebra da Cirplus, segundo foi divulgado, é atribuída à esfriada demanda por reciclados na Europa, devido à importação de resinas virgens e de segundo uso mais acessíveis que os contratipos locais, diferença explicada por fatores como a energia ultra cara no continente. Deferida a falência, a Cirplus tramita agora pelas fases de liquidação judicial, entre elas sua dissolução oficial, venda de ativos, pagamento de dívidas e encerramento definitivo das atividades.

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