A carência de custos competitivos e a letargia econômica da zona do euro levam até mesmo gigantes do petróleo mundial integrados downstream a reconsiderarem suas posições na petroquímica europeia. Este alarme tornou a apitar no continente quando a Shell ventilou na mídia, em 25/3 o intento de fechar plantas de químicos na região do bloco político-comercial. A acenada reestruturação estrutural do portfólio de petroquímicos básicos e derivados inclui o plano de constituir parcerias estratégicas para o negócio de químicos nos EUA, respaldado pelo suprimento do acessível gás natural americano. “O rearranjo fará o negócio (de químicos e petroquímicos) prosperar, proporcionando retornos crescentes e reduzindo o capital aplicado nessa área até 2030”, sublinhou o comunicado dA Shell à praça, conforme noticiou o site Chemical Week.
O mostruário global de qupimicos básicos da Shell abrange eteno, propeno e aromáticos, cita o artigo de Chemical Week, além de intermediários como estireno, óxidos de propeno e eteno, solventes álcoois detergentes e etilenoglicol. Na Europa, o conglomerado roda dois complexos petroquímicos – na Alemanha e Holanda – e uma operação em joint venture no Reino Unido. Já nos EUA, a Shell controla três complexos petroquímicos e uma operação significativa no Canadá.
Em reunião com investidores, o CEO Wael Sawan salientou o objetivo de tornar a Shell líder mundial no negócio integrado de gás natural (inclusive liquefeito) e no atendimento customizado no comércio de fontes de energia. Nos últimos três anos, a propósito, a matéria de Chemical Week lembra que a Shell fechou com perdas o balanço do segmento de químicos e menciona déficit de US$ 392 milhões em 2024 e de US$ 717 milhões em 2023.
A Shell fechou, em maio de 2024, acordo para vender seus ativos de refino e petroquímicos em Singapura à joint venture CAIPGC Ltd., a cargo da petroquímica indonésia PT Chandra Asia Pacific Tok e da suíça Glencore PLC. Na mão oposta, a Shell empunhou em comunicado recente o plano de expandir sua joint venture (50-50) com a companhia China National Offshore Corp. Situado em Huizhou, na província de Cantão, o projeto inclui a incorporação de um terceiro cracker atado a uma capacidade nominal de 1.6 milhão de t/a de eteno para suprir unidades locais de derivados como alfaolefinas lineares. A partida está agendada para 2028.