Petroquímica: Aramco incrementa parcerias na China

Complexo com refino integrado a eteno e derivados parte em 2030
Petroquímica: Aramco incrementa parcerias na China

Expoente do Oriente Médio em petróleo integrado à petroquímica, a estatal Aramco intensifica a meta de crescer em poliolefinas mediante operações na China. A estratégia ganhou rerforço com o anúncio em 7/9 sobre o estabelecimento de joint venture da petrolífera saudita com a China Petroleum & Chemical Corporation (Sinopec) e Fujian Petrochemical Company Limited (FPCL). A junção de forças, sob a razão social Fujian Sinopec Aramco Refining and Petrochemical Co. Ltd., focaliza bilionário investimento num complexo na província chinesa de Fujian, com partida em 2030 e abarcando refino de óleo e seu entrelaçamento com capacidades de petroquímicos. Direto ao ponto: o projeto abrange uma refinaria apta a processar 16 milhões de t/a de óleo cru; uma unidade de 1.5 milhão de t/a de eteno e uma capacidade total de 2 milhões de t/a de derivados desse petroquímico básico. No arremate, um terminal apto a estocar 300.000 toneladas de óleo cru.

Parceria em partes iguais entre Sinopec e Fujian Petrochemical Industrial Group Company, a empresa FPCL controla 50% da nova joint venture. Aramco e Sinopec respondem por igual pelo percentual restante.

O novo projeto em Fujian é o terceiro maior empreendimento tocado na China por Aramco e Sinopec. Antes dele, brotou em 2007 o projeto Fujian Refining & Petrochemical Company (FREP) e, em 2009, o complexo Sinopec SABIC Tianjing Petrochemical Company (SSTPC).

O noticiário petroquímico recente traz, volta e meia, declarações de analistas ocidentais sobre possível reposicionamento da China no tocante a poliolefinas. Em lugar de continuar investindo na busca de estratégica autonomia na produção, eles notam, o governo de Pequim estaria agora pendendo para a lógica de racionalizar as capacidades, como forma de combater a erosão das margens decorrente do excedente global de polietileno (PE) e polipropileno (PP). Na prática, porém, a teoria aparenta ser outra, demonstram os investimentos petroquímicos da Aramco com conglomerados chineses.

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