De janeiro de 2025 à primeira semana de março deste ano, a capacidade de reciclagem de PET caiu 25% nos EUA. A medição da Associação Nacional de Recursos para Embalagens PET (Napcor) traz em seu bojo uma sequência de fechamentos de unidades recuperadoras do poliéster nas duas costas do país. O rol de baixas inclui três fábricas da indústria Evergreen Recycling, duas do conglomerado petroquímico mexicano Alpek SAB de CV e o processo em curso de encerramento de atividades das plantas da empresa rPlanet Earth e da Phoenix Technologies, assinala artigo postado em 5/3 no site Plastics News.
As causas dessas baixas são as mesmas disseminadas mundo afora: PET virgem superofertado a preços inferiores ao do contratipo reciclado e desembarques nos EUA do poliéster recuperado em condições mais acessíveis que o contratipo local. “Estamos observando um aumento nunca visto neste nível nas importações de rPET s”, declarou Laura Stewart, diretora executiva da Napcor. “Os consumidores tradicionalmente fortes de PET reciclado estão consumindo menos, caso em especial do setor de fibras”. Para piorar o quadro, analistas apontam menor demanda de brand owners norte-americanos por PET reciclado, substituição do reciclado doméstico por importado e a entrada maciça de resina virgem mais barata que o poliéster para segundo uso. Os EUA, a propósito, não possuem leis federais que regulamentem o uso mandatório de teores de materiais reciclados na composição de produtos transformados de plástico.


