Dessa vez nem os tarifaços de Trump nem o eteno mais em conta do planeta seguraram as pontas. Devido à fraqueza sentida nas indústrias mundiais de construção e manufatura, a petroquímica norte-americana Westlake Corp. atirou a toalha e decretou fim de linha para quatro ativos nos EUA, noticiou em 15/12 o portal Plastics News. O corte sem anestesia na capacidade da empresa abrange uma fábrica de cerca de 500.000 t/a de PVC em suspensão; uma planta da ordem de 455.000 t/a do monômero vinílico; outra na faixa de 285.500 t/a de estireno e, integradas em complexo operacional, uma unidade da ordem de 412.500 t/a de cloro e outra no patamar de 455.000 t/a de soda cáustica.
Jean-Marc Gibson, CEO da Westlake, prevê baixar US$ 200 milhões em custos com os fechamentos anunciados. Apesar disso, reitera, a empresa continuará a suprir sem alterações sua clientela local de cloro e vinílicos através de sete fábricas na ativa na América do Norte. Suprimidas da contagem as operações encerradas, a Westlake passa a dispor de capacidades mundiais arredondadas em 2.5 milhões de t/a para PVC em suspensão; 3.5 milhões de t/a para o monômero (MVC); 3 milhões de t/a para clo e 3.5 milhões para soda cáustica.
Em rota de colisão com os ativos decepados pela Westlake, nota o artigo em Plastics News, há concorrentes dela nos EUA levitando no azul. Por exemplo, a performance nos trinques da OxyChem a levou a ser vendida neste semestre por US$ 9.7 bilhões ao fundo Berkshire Hathaway, encabeçado pela divindade das finanças Warren Buffett. Já a Olin Corp., tida como produtor global nº1 na cadeia cloro-soda, anunciou em novembro acordo para suprir a longo prazo a Braskem de dicloroetano, intermediário de PVC que a companhia brasileira deixou de produzir desde que provocou, em 2028, calamidade geológica com a descuidada mineração de sal gema em Alagoas, operação hoje encerrada. O fim dela, aliás, explica, desde então, os níveis mirrados de ocupação da capacidade anual de PVC da empresa e, por tabela, a avalanche das importações do polímero, mesmo oneradas por antidumpings.


