EUA: tarifaço alveja injetoras importadas

Alíquota periga prolongar perda de receita das máquinas europeias
EUA: tarifaço alveja injetoras importadas

Ao estender o alcance do seu tarifaço sobre importações americanas de metais (aço e alumínio) a desdobramentos como injetoras e robôs, Trump empurrou a indústria alemã de maquinário fabril, a nº1 da Europa, para o “precipício do colapso iminente”, bradou em comunicado a associação setorial VDMA. Porta-voz dos redutos de equipamentos e engenharia industrial da Alemanha, a entidade apelou exasperada por carta em 26/8 ao parlamento da União Europeia (UE) para tentar extirpar a zona do euro das origens alvejadas com a barreira tarifária de 50% imposta pela Casa Branca a cerca de 150 itens industriais importados pelos EUA. Eles estão inseridos na regulamentação americana Sessão 232, baixada em 19/8 e referente à tarifa aduaneira aplicada ao aço, segundo noticiou em 28/8 o portal Plastics News.

Ao cruzar os dados, a VDMA constata que uma parcela aproximada de 30% das importações americanas de maquinário europeu estará sujeita à referida alíquota de 50% como elementos derivados de aço e alumínio, situação melindrosa para muitos fabricantes alemães sob risco de assim perder seu robusto mercado nos EUA. Em 2024, a UE vendeu aos EUA US$ 2.16 bilhões em máquinas para plásticos e borracha. Dessa cifra, distingue a representação alemã, uma fração estimada em US$ 531.7 milhões em equipamentos seria alvo da nova barreira tarifária. A VDMA calcula que a transformação americana de plástico importa em regra mais de 50% do maquinário que adquire, em especial da UE, China e Japão, um contexto em que que o tarifaço de 50% penalizará o caixa das indústrias importadoras. A homologação da barreira dos EUA pega a indústria europeia (alemã, em particular) de maquinário para plástico numa conjuntura de vendas deficitárias nos últimos anos e que vinha depositando na realização da mega feira K 2025 (8-15/10 em Düsseldorf) as esperanças de uma retomada agora dificultada pelo protecionismo de um cliente insubstituível.

Na calculadora de Perc Pineda, economista chefe da entidade americana Plastics Industry Association, o setor hoje importa 74.5% do maquinário que compra. Por sinal, ele comentou para Plastics News, há anos os EUA não montam injetoras, pois o país não está mais voltado à manufatura de máquinas classificadas como básicas e fora do patamar da chamada alta tecnologia.

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