EUA: consumidores menos antenados na reciclabilidade de embalagens

Pesquisa da McKinsey constata o mesmo sentimento no Brasil
EUA: consumidores menos antenados na reciclabilidade de embalagens

“Nos últimos três anos, quando se perguntava aos consumidores dos EUA qual a importância da sustentabilidade na escolha de uma embalagem, eles a classificavam muito acima na lista. Agora, ela ocupa a sexta posição”. David Feber, sócio senior da consultoria McKinsey & Co impactou com esta reviravolta a audiência de recente seminário sobre embalagens no Texas, reportou artigo postado em 15/3 no portal Plastics News. O sentimento do público norte-americano não constitui ponto fora da curva, pois o analista apresentou na ocasião pesquisa de sua empresa assinalando o quesito da sustentabilidade da embalagem também em quinto ou sexto lugar em relevância em levantamentos em países como Brasil, México, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Itália, Suécia, Índia, China e Japão.

“Temos observado certa flexibilização na importância da sustentabilidade, não apenas quanto às embalagens, mas de forma geral em todo o setor industrial e na pegada de carbono, inclusive em relação ao descarte de resíduos plásticos na natureza e, em certa medida, no referente à reciclabilidade”, disse o pesquisador. “Essa mudança de percepção é impulsionada pelas regulamentações no plano do desenvolvimento sustentável, de início motivadas pela opinião do consumidor, mas cuja implementação agora em curso leva tempo.”

Após aumento de leve entre 2020 e 2023, situou o estudo da MacKinsey, a relevância do impacto ambiental das embalagens para os consumidores dos EUA estagnou ou diminuiu entre 2023 e 2025. Feber atribui parte do declínio do interesse à influência sobre o público do negacionismo manifestado pelo governo Trump a tópicos ligados ao aquecimento global.

Para os norte-americanos, reconheceu Feber, o quesito da reciclabilidade permanece o mais importante no âmbito da sustentabilidade de uma embalagem, condição aliás vista por eles como uma responsabilidade da cadeia produtora. “Os consumidores estão menos dispostos a pagar hoje pela reciclabilidade do que há três anos e consideram que ela influencia menos os hábitos de compra atuais que atributos como qualidade, preço, conveniência e marca”, completou o consultor.

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