Caos previsível

Uma pergunta para Antônio Guarino de Souza, sócio executivo da transformadora de injeção carioca Indústrias Plásticas Zarzur
Antônio Guarino de Souza
Antonio Guarino Zarzur
Antônio Guarino de Souza

PR – Como interpreta o nível recorde de criminalidade no Rio?
Guarino – Em um país que, em dois anos, desemprega mais de cinco milhões de trabalhadores, o crescimento da violência é consequência inevitável. O que esperar de um país em profunda e duradoura recessão senão a quebra das empresas, a violência e a miséria? Aliás, a miséria é, em si, a pior forma de violência contra o ser humano. Em um Estado onde o petróleo é o principal produto e o único cujo ICMS é tributado no destino e não na fonte, é natural que existam dificuldades. Imagine se automóveis e máquinas fossem tributados no destino. Quantos recursos seriam assim perdidos por São Paulo? Mesmo sem ter estas perdas, estados como Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais também estão à beira do apocalipse. Julgar o Rio de Janeiro pelas guerras nas favelas, como se elas fossem deflagradas em todos os bairros e em todas as cidades do Estado, equivale a julgar São Paulo pelas favelas queimadas e a cracolândia.
A questão é que o Rio tem maior visibilidade .

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