Bancos apoiam cada vez mais a energia fóssil

Estudo situa em U$ 869 bi o financiamento global para a indústria em 2024
Bancos apoiam cada vez mais a energia fóssil

Follow the money (siga o dinheiro) é uma expressão inglesa para alertar que a grana deixa rastros que, muitas vezes, desembocam em fatos que contrariam o discurso oficial. Este lema do trabalho investigativo emana do apimentado relatório lançado nos EUA por uma coalização de entidades defensoras do meio ambiente e antenadas no mercado monetário intitulado Banking on Climate Chaos (atividades bancárias no caos climático, em tradução livre). De acordo com a artigo postado em 17/6 no site Inside Climate News, o estudo comprova que os grandes bancos (entre eles, os americanos listados como os maiores do mundo) continuam a financiar algo que renegam com veemência em sua postura institucional como aliados da energia limpa: a expansão da indústria global de combustíveis de fontes fósseis (petróleo, gás, carvão etc).

No ano passado, pormenoriza o relatório, 65 dos principais bancos do mundo, todos se apresentando como sustentáveis de carteirinha, brindaram indústrias de fontes não renováveis de energia com aporte total de US$ 869 bilhões versus US$ 702 bilhões em 2023. Ranking dos maiores desses financiamentos em 2024: JP Morgan Chase (53.5 bilhões); Bank of America (US$ 46 bilhões); Citigroup (US$ 44.7 bilhões); Mizuho Financial(US$40.3 bilhões) e Wells Fargo (US$39.4 bilhões).

O levantamento atribui ainda a bancos da América do Norte, Europa e China a liderança no financiamento da cadeia de fontes fósseis, seguidos de perto pelos estabelecimentos japoneses. Na partilha regional dos vultosos créditos concedidos, o relatório lista os EUA (48%), Ásia (27%), Europa (22%) e o índice restante cabe às demais áreas do atlas. Neste último compartimento, o Brasil aparece mobilizando cerca de 1% dos empréstimos bancários transacionados.

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