Avança o desenvolvimento de PP de fontes renováveis

Rotas do bioetanol e metanol florescem na Bélgica e Japão
Avança o desenvolvimento de PP de fontes renováveis

Ao selecionar o processo Novolen para polipropileno (PP), da Lummus Technology, a petroquímica belga Vioneo começa a botar de pé um vanguardismo disruptivo: a construção de um complexo de poliolefinas em escala industrial em Antuérpia, asseverado como o primeiro do mundo não dependente de combustíveis fósseis, com produção a partir de metanol contendo dióxido de carbono biogênico e não resultante da matéria-prima de fontes renováveis, verberou em 19/8 a empresa na mídia.

Sem data de partida definida, a planta de PP em vista terá capacidade nominal de 200.000 t/a, alimentada por eteno e propeno sem elos com o petróleo a montante da clássica cadeia petroquímica. Outro ponto alto em sustentabilidade: além do uso de metanol verde, a unidade da Vioneo contará com eletricidade e hidrogênio renováveis. De acordo com o site Polyolefins Consulting, o método de polimerização de propeno selecionado para a planta pioneira integra o pacote da tecnologia Verdene da Lummus, acenada para biopoliolefinas e polímeros super absorventes.

No Japão, por sua vez, o conglomerado Sumitomo Chemical ativou recentemente uma planta piloto para gerar propeno direto do etanol, informa o site Polyolefins Consulting. A companhia planeja licenciar este seu patenteado processo para terceiros a partir de 2030.

A cadeia petroquímica japonesa depende, em particular, da rota convencional e base fóssil da nafta para gerar propeno. Por sua vez, o etanol pode ser obtido de biomassa. A tecnologia da Sumitomo Chemical compreende um estágio e dispensa etapas intermediárias como a utilização de eteno, o que reduz seus custos, além de gerar biohidrogênio como subproduto.

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