Arburg abandona impressão 3D

Demanda frustrante inviabiliza negócio de equipamentos de manufatura aditiva
Arburg abandona impressão 3D

Doze anos depois de trombetear seu embarque de mala e cuia na impressão 3 D, a alemã Arburg, top of mind mundial em injetoras, atira a toalha no ringue e anuncia o fim de linha para seu equipamento de manufatura aditiva Freeformer. Sua oferta mundial será encerrada em 2026.

Na década passada, a impressão 3D foi saudada como disruptura na tecnologia de moldagem de plásticos, despontando como alternativa de vanguarda à injeção. Aos poucos, porém, o mercado constatou que, na vida real, a manufatura aditiva não casa com as escalas de massa inerentes à transformação do plástico, limitando-se a nichos específicos de baixíssimas tiragens, caso de próteses, protótipos ou peças de reposição. Essa ficha finalmente caiu para a Arburg, evidencia a matéria postada em 10/9 no site Plastics News. A empresa admite que o negócio não correspondeu às expectativas e não vislumbra condições para as metas a longo prazo para vendas do sistema Freeformer serem cumpridas. “A conjuntura atual exige concentração na nossa vocação original, a construção de injetoras”, delimitou em release Armin Schmiedeberg, presidente do conselho da Arburg. Nos últimos anos, a propósito, as vendas de maquinário para plástico europeu prosseguem sem freio ladeira abaixo, reflexo em especial de custos manufatureiros intragáveis, caso da energia dependente do gás natural onerado pela guerra na Ucrânia, e da economia em depressão na zona do euro.

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