
No âmbito do Reino Unido, já constam a proibição do uso de microplásticos em cosméticos e creme dental e a aversão crescente a copos descartáveis de café e sacolas de saída de caixa. A propósito, John Richardson, blogueiro do portal inglês Icis, destaca três diretrizes para mostrar para onde o vento está soprando. Pela ordem cronológica, Andy Clarke, ex-CEO da ASDA, uma das redes varejistas da linha de frente da Grã-Bretanha, reivindicou em outubro passado que todas as embalagens plásticas de supermercado fossem substituídas por alternativas como papel, aço, vidro e alumínio. Afirmou ainda que os investimentos na reciclagem de plásticos tiveram resultados frustrantes e, portanto, outros materiais devem ser o foco dos esforços em desenvolvimentos palatáveis com a economia circular. Richardson também empunha a a atitude da cadeia supermercadista inglesa Iceland: em janeiro último, ela alardeou a promessa de trocar em cinco anos plásticos por papel e celulose de seus produtos de marca própria, tendo apoio de 80% dos 5.000 clientes entrevistados em pesquisa a respeito. O comunicado da Iceland, completa o blogueiro, foi logo a seguir fortalecido em seus propósitos pela divulgada exigência da União Europeia de que todas as embalagens plásticas em uso no bloco devem ser recicláveis até 2030.