Espezinhadas pela rodada de expansões na capacidade da China, as margens e nível de ocupação das plantas americanas de estireno despencam e a vontade de debandar do mercado mundial se alastra entre petroquímicas que pontificam no monômero, aponta artigo postado em 24/10 no site Icis. Até 2018, a China era cliente platinum do estireno dos EUA. Porém, a partir daí, a profusão de plantas chinesas abertas corroeu as vendas externas do monômero norte-americano. A situação chegou ao ponto de, desde 2024, o banco de dados da Icis inserir a China entre os destinos secundários para exportações desse insumo intermediário dos EUA, com 10% de participação no mapa de vendas.
Flagrados em sinuca de bico, os produtores norte-americanos buscam incrementar vendas a mercados como Turquia e Brasil, mas os volumes não ofuscam a perda das remessas para a China. A propósito, as importações brasileiras de estireno totalizaram 225.985 toneladas em 2024, com os EUA bem situados com seu monômero produzido com eteno base gás, cerca de três vezes mais barato que o base nafta brasileiro.
Por essas e outras, justifica a avaliação da Icis, a capacidade norte-americana de estireno hoje roda com ocupação de 80%, nível encrencado e sem prenúncio de reação até pelo menos 2029, quando periga rondar ociosidade na faixa alarmante de 40%. A propósito, as exportações respondem por mais de 30%da produção do monômero nos EUA. Para azedar o angu, a demanda americana por derivados de estireno segue ladeira abaixo, enxerga a consultoria ICI. O artigo exemplifica com copolímeros de estireno butadienio acrilonitrila (ABS) e borracha estirênica açoitados em autopeças e demais bens duráveis e poliestireno expandido (EPS) padecendo com a mornidão do seu uso como isolante térmico na construção civil. Como desgraça pouca é bobagem, o reduto de PS nos EUA, constata a Icis, evoca a imagem de um patinho feio da petroquímica presenciando a perda de transformadores para polímeros mais em conta, entre eles PET e polipropileno.
As nuvens assim carregadas e sem previsão de bom tempo tão cedo levaram a petroquímica Ineos a fechar sua planta canadense de estireno. Por sua vez, TotalEnergies e SABIC cogitam desde 2023 vender seu complexo nos EUA com capacidade nominal de 1.2 milhão de t/a de estireno e PS. Por fim, Trinseo e Chevorn Phillips Chemical seguem empenhadas na oferta à praça da petroquímica integrada (monômero e polímero) Americas Styrenics, sediada no Texas e com cinco plantas nos EUA e uma na Colômbia.


