Vai pegar?

O complicado percurso da NR-12 da teoria à prática

Cerri: falta fiscalização eficiente.
Instituída em 1978, a norma regulamentadora 12, relativa à segurança no trabalho com máquinas e equipamentos, foi desde então contemplada com cinco portarias atualizadoras, a última delas publicada em 2010. Apesar dessa demonstração de esmero do legislador, a adesão à norma por parte dos bens de capital para moldagem de plástico permanece discutível. Defensor de primeira hora da aplicação da NR-12, embora admita excessos em seu conteúdo, Ronaldo Cerri, sócio diretor da Rone, nº1 nacional em moinhos, coloca nesta entrevista a situação do seu segmento como exemplo das pedras no caminho para a norma emplacar de fato. PR – Qual o impacto da NR-12  nesses cinco anos de sua última atualização sobre o seu setor de moinhos? Cerri – Fora a minha empresa e um competidor, desconheço outros fabricantes de moinhos que tenham aderido à NR-12. E acho que ela vai demorar muito a pegar, apesar da multa de peso determinada para os infratores. PR – Mas qual a razão desse bloqueio para o cumprimento da norma? Cerri – As determinações da NR-12 superam, em muitos pontos, a regulação internacional no gênero. Ainda assim, a norma está aí e lei é para ser cumprida. Na prática, no entanto, os custos adicionais, referentes à adequação aos parâmetros da norma, refletem de imediato nos preços. Por exemplo, determinado moinho da Rone sai por volta de R$ 7.000 sem os ajustes de segurança impostos e por R$11.000 com eles. A mesmíssima diferença de R$ 4.000 é aplicada na adequação de um modelo de

 

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