Carlos Fadigas, presidente da Braskem, entrou numa quadra em que suas afirmações são contempladas com o benefício da dúvida. Não que lhe falte credibilidade, competência ou conhecimento. A causa dessa situação, inédita em sua meteórica carreira, decorre da ventilada intenção na mídia, relativa à possibilidade de a Petrobras, segunda maior acionista da Braskem e sua fonte de nafta e gás, vender sua participação societária na petroquímica presidida pela Odebrecht, como parte da política de desfazer-se de ativos para minorar seu grau de endividamento. Nesse meio tempo, ficam no ar incógnitas a exemplo das condições de um acerto de longo prazo para o fornecimento de nafta pela estatal para sua coligada, tecla martelada por Fadigas nesta entrevista, ou a concretização de projetos acarinhados pela Braskem, caso do complexo de polietilenos (PE) pela rota do gás de xisto nos EUA (em reavaliação) ou o aumento da capacidade do complexo fluminense da mesma resina, alimentado com gás natural de bacias marítimas da Petrobras, ou ainda da unidade baiana de copolímero de acrilonitrila butadieno estireno (ABS) a quatro mãos com a alemã Styrolution, projeto sem saída definida da incubadora. Da mesma forma, o momento decerto pesa contra o custo do capital necessário para a Braskem financiar esses planos, além de um endividamento em dólar que chamou a atenção da agência de classificação de risco Moody’s e do Centro de Estudos do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Cemec). Apesar do nevoeiro em torno do desfecho da transação esboçada pela Petrobras e do PIB na

 

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