Uma limpa no astral

O setor de limpeza doméstica começa a polir suas expectativas

Escaldado pelas lambadas da recessão nos últimos anos, causa inclusive do fechamento de 50 empresas em 2016 e de ociosidade acima de 20% na capacidade instalada, o setor de produtos de limpeza fecha 2018 em clima de convalescença com esperança de receber alta no decorrer de um restabelecimento gradativo. “Encaramos 2019 com uma perspectiva otimista e cautelosa”, atesta Paulo Carvalho Engler Pinto Jr., diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla). “A crise profunda desde 2015 enfraqueceu o poder aquisitivo, porém descortinam-se novas possibilidades de melhorias”. Pelo radar da entidade, o valor da produção em 2017 foi dimensionado, com base num universo calculado em 1.941 fabricantes, em R$ 22,3 bilhões, enquanto a receita fechou n a faixa de R$ 29,4 bilhões. Para um exercício de instabilidade econômica acentuado na prática pelo ambiente eleitoral e conturbado também pelo dólar volátil, greve dos caminhoneiros e encarecimento dos combustíveis e fretes, a Abipla vislumbrava na última edição de seu anuário a continuidade da melhora esboçada em 2017, prevendo incremento de 2,7% no desempenho do setor em 2018. Sem dados à mão, Engler degusta as promessas de dias mais azuis com moderação. Entre os prós nessa direção, ele assinala que determinados itens primam por demanda inelástica, “Ou seja, há certa linearidade no consumo dada a importância desses produtos e, vale lembrar, o setor tem relação direta com a saúde pública”. Na esfera da inovação, Engler distingue a adesão no ramo a formulações de impacto ambiental decrescente e tecnologias

 

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