Um outro olhar

Sobram motivos para o setor plástico não deixar a crise virar ideia fixa

Em tempos cavernosos, a imprensa costuma ficar infestada de textos a martelar o clichê da crise como tradução de oportunidades ou estufados de conselhos para afugentar o desânimo ou de mandamentos dos gurus empresariais para levantar a poeira e dar a volta por cima. É um enfoque com tudo a ver num mercado editorial de vendas lideradas por livros evangélicos, de autoajuda ou de manuais para subir rápido na vida – sete passos para isso e aquilo, o abc do mapa da mina, como aplicar a cabala nos negócios. O caldo engrossa com a avidez do público por obras de numerologia, feng shui  ou qualquer outro modismo esotérico para atrair fluidos tão bons que, quem sabe, façam até acontecer um momento de serendipity. Trata-se de uma das palavras em inglês mais difíceis de se traduzir ao pé da letra. Digamos que seja o sentimento de felicidade com algo de bom achado por acaso, o deslumbramento com uma descoberta acidental. Mas milagre não é commodity e, por tabela, serendipity se materializa apenas para uns gatos pingados. Na vala comum dos mortais no batente, o transformador de plástico hoje coça a cabeça diante das máquinas com pouco ou sem serviço e sua frio ao somar os custos aumentados pela capacidade ociosa e ter de passar pelo dilema de elevar o preço, com efeito negativo em cascata até a prateleira na loja, ou conformar-se com a perda de sua rentabilidade. É uma escolha de Sofia – a necessidade de decidir com urgência entre

 

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