Um mercado encanado

Varejo e imóveis novos à deriva engessam os materiais de construção

Nos últimos tempos, alastrou-se entre os setores industriais, em particular nos de bens de capital, o costume de revisar seguidamente para baixo as previsões emitidas em janeiro, à medida que dezembro vai se aproximando. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), em cujo bojo o plástico se aloja em tubos e uma infinidade de acessórios, tornou-se  assídua nessas correções impostas por uma economia às cegas. Em janeiro passado, por exemplo, a entidade noticiava previsão de queda de 4,5% para o faturamento deflacionado este ano versus 2015. “Projetamos queda da ordem de 10% na receita real do setor em 2016”, sinalizou em outubro Walter Cover, presidente da Abramat, para Plásticos em Revista. Na média histórica, esclarece o dirigente, o mercado das indústrias de materiais de construção, se divide por igual entre construtoras e reformas residenciais, este último reduto atendido por lojistas. “2015 foi bem ruim para o setor e a ruindade continua no período atual, mas levemente melhor”, considera Cover. No ano passado, rememora, a Abramat constatou recuo de 12,5% na receita do setor, saldo que embute 14% de queda no movimento das construtoras e de 8% no da rede de comércio de materiais de construção. “O declínio de 10% antevisto para 2016 decorre da projeção de 12% no faturamento do setor no segmento de construtoras e de 8% no caso do varejo”, reparte Cover. Além disso, o balanço dos filiados da Abramat  este ano é influenciado por um revés. “É preciso considerar o desempenho a desejar das

 

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