Um mercado de lamber os beiços

Indústria de pet food cultua sofisticação desde os ingredientes às embalagens

Dólar não cai, reza uma máxima do câmbio, mas se agacha para pular. Além da moeda americana, uma das raras unanimidades no país como fonte de retorno e liquidez inexoráveis é, para alegria dos flexíveis laminados, o mercado de rações de animais domésticos (pet food). São de encher uma enciclopédia as teorias sobre essa paixão de um povo que até inventou o jogo do bicho. Uma adoração tão singular que torna o Brasil o segundo produtor mundial de pet food e, mesmo sob o chicote da recessão desde 2015, o terceiro consumidor no planeta de produtos voltados a animais de estimação. O setor transpira exuberância nas suas quatro frentes. Além de pet food, fazem fila pet vet (produtos veterinários), pet care (equipamentos, acessórios e itens de higiene e beleza) e pet serv (serviços). “No ano passado, o faturamento total foi de R$ 20,37 bilhões, saldo 4,95% acima da receita de 2016, já descontada a inflação no período”, informa José Edson Galvão de França, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).Pela sua partilha, pet food é o setor detentor da parte do leão, com 68,6% do faturamento geral em 2017.Bons degraus abaixo, seguem pet serv, com 15,8%; pet care, com 7,9% e , por fim, pet vet com 7,7%. “O país produziu 2,66 milhões de toneladas de pet food em 2017 contra 2,58 milhões em 2016, atrás apenas dos EUA”, assinala o dirigente. Apesar do azul indelével no balanço, suas entrelinhas preocupam França. “Houve

 

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