Um equilíbrio delicado

Se EPS não zelar por sua imagem, a casa cai

Morgado: repúdio a embalagens de EPS chega ao Brasil.
Por muito pouco, o setor de poliestireno expandido (EPS) não leva este ano um trompaço daqueles, na forma de um projeto lei (PL) detido em cima da hora, mediante intervenção esclarecedora da Plastivida e indústrias do material, em sua tramitação na Câmara Municipal de São Paulo. O texto original transpunha para o maior centro econômico do país uma tendência pulsante no Primeiro Mundo: a proibição de EPS em copos e embalagens alimentícias. Se aprovado, o banimento decerto deflagraria uma cachoeira de PLs clones Brasil afora. O risco abortado deve servir para abrir os olhos da cadeia nacional do expandido, no sentido de sair do mutismo e difundir na opinião pública as virtudes do material, de modo a cortar pela raiz as intenções de novas lambadas ecoxiitas. É este o alerta ligado nesta entrevista pelo engenheiro químico Marcelo Morgado, consultor da GO Associados, pós graduado em Gestão Ambiental, membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp e conselheiro do Planeta Sustentável, iniciativa da Editora Abril. PR – Como avalia a possibilidade de as pressões no exterior pelo banimento de EPS em copos e embalagens de alimentos chegarem ao Brasil? Morgado – Num mundo globalizado, a informação nos bombardeia 24 hs por dia e se espalha com grande velocidade pelos meios de comunicação. Além disso, surgiram nas últimas décadas ONGs ambientalistas e grupos de pressão de consumidores internacionais, com penetração abrangente em muitos mercados e cobrando coerência no posicionamento de empresas múltis no que tange a observância de regramentos mais rigorosos

 

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