Um ás na manga

Petroquímica pode recorrer a gás importado na barganha com a Petrobras

Pires: preços do gás com viés de baixa. Ao por à venda sua participação na Braskem e o controle da PetroquímicaSuape, a Petrobras oficializa sua despedida dos plásticos. Antes vista como ativo estratégico e prova de uma presença total na cadeia petrolífera, a indústria petroquímica transfigurou-se, nos últimos tempos num supérfluo adereço downstream no diagrama da Petrobras, com resultados em descompasso com as receitas geradas pelas fontes de energia. Além de simbolizar o fim de uma era, essa saída da estatal ricocheteia na competitividade dos custos de produção das resinas, deixa claro nesta entrevista o guru dos analistas do setor de óleo e gás, o economista Adriano Pires, sócio fundador do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE) e ex Superintendente de Abastecimento e Superintendente de Importação e Exportação de petróleo, seus derivados e gás natural da Agência Nacional de Petróleo (ANP). PR – Sem a presença da Petrobras nos quadros societários daqui por diante, o que pode mudar quanto ao suprimento e disponibilidade de matérias-primas para as petroquímicas brasileiras? Pires – O suprimento e disponibilidade de matérias-primas são a maior preocupação para a indústria petroquímica brasileira neste momento em que a Petrobras se retira do setor para focar em seu negócio upstream. Por quase dois anos, a indústria doméstica negociou intensamente com a Petrobras, principal fornecedora de nafta (derivado de petróleo que é a principal matéria-prima para o eteno, produto básico da cadeia do plástico), tentando costurar com a estatal um acordo de abastecimento de longo prazo. Em dezembro passado, a

 

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