Tempo de plantar

Plástico se apronta para a volta dos investimentos ao campo

Em quatro dias de poder, Blairo Maggi, ministro da Agricultura também conhecido como o rei da soja, tacou o dedo no xis da questão pelo megafone da imprensa. Por trás dos bons resultados em 2015, apontou, o setor que carrega a balança comercial do país padece com duas pragas: aumento no volume de custeio e recuo nos investimentos. Recessão e queda na produção na safra passada, sumarizou Maggi, fizeram o serviço desestimulando o produtor de aportar recursos no campo e levando-o a buscar rentabilidade no custeio. Essa ducha de água fria nas entrelinhas do habitual oba oba com os números do agronegócio é sentida no ato pela cadeia do plástico. O segmento da rotomoldagem, por exemplo, fonte de peças para agroveículos, ilustra o quanto dói a conjuntura. No primeiro trimestre, revelam os radares automotivos, as montadoras de máquinas agrícolas operaram com 73% de ociosidade e produziram 7.349 unidades de tratores, cultivadoras e colheitadeiras, quantidade 52,5% abaixo da registrada no mesmo período de 2015. Por seu turno, o sopro de polietileno de alta densidade (PEAD) levou na orelha o tapa da queda de 23% nas vendas de agroquímicos em 2015, da ordem de US$ 9,5 bi, versus 2014, comparou o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). As causas do declínio, lista a entidade, abrem com o fato de o grosso dos agrotóxicos ser importado e o dólar alto reprime compras de produtos do exterior. Não bastasse essa trava, a recessão piorou à enésima potência o acesso do

 

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