Amut: automação enfatizada na reciclagem de PET.
Escala e tecnologia caminham para separar os meninos dos homens na reciclagem de plásticos. Na selfie dessa indústria o Brasil come poeira, não por ignorância, mas por falta de financiamento para escapar do atraso dominante em seu parque de máquinas. “Recicladoras menores, obsoletas, informais e não capitalizadas estão com os dias contados”, vaticina Luiz Henrique Hartmann, dirigente da Comeplax, agente de equipamentos europeus. “Com nossos dispêndios de energia e logística, vai ficar apenas quem tiver volumes altos e custos baixos”. O diabo, já se disse, está nos detalhes.Grande parte dessa tecnologia necessária é importada. Do lado do governo, o BNDES tem nome feito na praça como bom de boca e ruim na liberação de recursos a transformadores e recicladores para a compra de máquinas, sejam nacionais ou de fora. Quanto ao capital privado, fala por si o descaso com que Itaú e Bradesco, os dois maiores bancos do país, trataram o pedido de entrevista de Plásticos em Revista. “Apenas o Banco do Brasil tem uma linha de crédito para importações, restrita a quem já é cliente dele, compatível com as condições da Finame para a compra de equipamentos nacionais”, distingue Hartmann, sugerindo como saída reduzir a carga tributária para equipamentos importados e financiamento do BNDES para projetos relevantes de reciclagem, em sintonia com a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Uma pedra no meio desse caminho, ele aponta, é o perfil padrão da indústria de reciclagems: uma empresa pequena, sonegadora, obsoleta e de pires na mão. “Essa fama

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório