Não creio que essa recessão enfraqueça, irremediavelmente, o potencial de crescimento do Brasil. Vejo, sim, a necessidade urgente de efetuarmos ajustes na condução da economia. Ela deve ter como foco principal o aumento da competitividade das empresas brasileiras com base na referência do mercado global. Já passamos por diversas crises e planos econômicos e, ainda assim, conseguimos sobreviver. De imediato, teremos um inescapável período difícil pela frente, mas o Brasil e os brasileiros são maiores que esses solavancos e crises e não há razão para duvidar de nossas forças para varrer mais esta pedra do caminho. Afinal, continuamos a ter um consumo expressivo e cacife tecnológico para competir. Nos últimos 10-12 anos, o poder aquisitivo revigorado teve o condão de introduzir no orçamento doméstico da classe C uma série de produtos de consumo (em regra embalados em plástico) antes fora do seu alcance. Sob a crise econômica atual, o acesso a esses produtos ficou momentaneamente mais complicado para o consumidor popular. Mas trata-se de um período de ajustes no mercado e, em breve, teremos um retorno da estabilidade perdida. Por força da inflação e remarcações generalizadas de preços, o consumidor de baixa renda, contemplado com o acesso a determinados produtos no passado recente, pode deixar de adquirí-los por ora. Mas retornará às compras tão logo as coisas se normalizem. Vamos e venhamos, não se dirige uma economia ou um pais olhando apenas para o curto prazo. Num momento recessivo é natural que o consumo de itens não essenciais diminua, mas

 

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