Solvay pretende sair do setor de PA

Grupo belga quer dedicar-se apenas a especialidades químicas e plásticas

O grupo Solvay tem planos de vender seu negócio global de poliamida (PA), avisou em primeira mão o jornal belga De Tjid, focado na cobertura econômica. Conforme adiantou, a matriz em Bruxelas da Solvay incumbiu o banco norte-americano de rastrear possíveis interessados e articular os trâmites da transação. O grupo belga por ora prefere não se pronunciar a respeito da decisão, mas, como foi divulgado na mídia internacional, trata-se de um movimento em grande parte nas pegadas de sua saída do universo de PVC, sob a alegação de que as atenções da empresa recaem agora sobre polímeros de ultra alta performance e especialidades químicas desenhadas para setores como energia, cosméticos, indústria espacial e de mineração. Na América do Sul, a propósito, a Solvay busca há anos um comprador para sua produtora de PVC Solvay Indupa, com ativos na Argentina e no Brasil. No âmbito de poliamida, por sinal, a Solvay desponta em São Bernardo do Campo (SP) com um complexo onde polimeriza PA 6.6 e formula compostos à base deste material e de PA 6.