Solvay Indupa fica mais cara para Unipar Carbocloro

Minoritários argentinos recusaram preço da oferta pública de aquisição de ações da petroquímica

Solvay-Indupa-Silos-BBEntrou areia no processo de comprada da Solvay Indupa pela Unipar Carbocloro. Conforme noticiado pelo jornal Valor Econômico, o enrosco não se refere à venda, por cerca de US18 milhões, da participação majoritária de 70,59% detido pela belga Solvay, mas  ao valor do quinhão minoritário estabelecido pela empresa brasileira e recusado por acionistas argentinos  na fase de oferta pública de aquisição (OPA).  A entidade Comisión Nacional de Valores (CNV) rejeitou em 15 de julho último a proposta por enxergar inadequação ao enunciado  de dois artigos da lei 26.831 e estabeleceu o prazo de 30 dias para a Unipar Carbocloro elevar sua oferta. A proposta inicial, colocada em 13 de maio, exibia preço embutindo desconto  de 21,7% em relação à última colocação no pregão local. Os minoritários contrapõem que, pela regulamentação, o valor deve ser fixado a partir da cotação média da ação nos seis meses anteriores à OPA. Procurada pelo jornal, a Unipar Carbocloro não quis falar, mesmo tratamento dispensado aos pedidos de entrevista feitos por Plásticos em Revista a respeito de seus planos para a produtora de PVC e soda cáustica com plantas na Argentina e Brasil. A rejeição do valor da OPA impulsiona desde então a alta das ações da Solvay Indupa na Bolsa de Buenos Aires.