Sinuca de bico

Economia circular põe pedras no caminho do futuro de PS

Devido à complexidades na reciclagem e à proeminência do material em descartáveis e embalagens de uso único, o futuro de poliestireno (PS) hoje perambula pelo fio da navalha da economia circular. Para engrossar o caldo, a sorte do polímero em seu outro mercado-chave, eletroeletrônicos, depende em volume, em essência, apenas de uma frente de aplicações: os componentes internos de refrigeradores. Por essas e outras, entre elas mercados surrupiados por rivais como polipropileno (PP), hoje escasseiam no mundo investimentos em novas capacidades de PS, prenunciando desbalanço a caminho entre oferta e demanda e, no vai da valsa atual, consequente perda de espaço para o termoplástico descoberto na Alemanha do século XIX e enquadrado em escala industrial desde os anos 1930. “O cenário para PS nos próximos anos é realmente desafiador”, sustenta Roberto Ribeiro, presidente da Townsend Solutions, consultoria norte-americana especializada em petroquímica global. “A resina vem sofrendo ataques em frentes ambientais, mercadológicas e regulatórias, situação similar à de PVC 20 anos atrás, embora de maior intensidade na ofensiva e, ao contrário do vinil, que acabou se achando em tubos, conexões e perfis, PS não tem uma aplicação para chamar de sua”. Ou seja, ele traduz, para qualquer uso do polímero estirênico existe na praça um potencial substituto, “seja ele mais eficiente ou não”, completa Ribeiro. Manda a lógica, ele arremata, que, com esse clima, petroquímicas hoje repensam o risco de continuar a investir na cadeia de PS. “Desse modo, os aportes de recursos encolhem muito, tornando o cenário ainda mais nebuloso

 

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