Sete anos depois

A estranhíssima alíquota de importação de caprolactama

A produção brasileira de caprolactama, matéria-prima para poliamidas, foi desligada em 2009. Sete anos depois, sua alíquota de importação ainda está empoleirada em 12%, alheia à norma que estipula taxa de  2% para materiais sem contratipos locais. No Brasil, já se disse, há as leis que pegam e as que não – pelo visto, a obediência a determinações tarifárias pertence ao último grupo. Sob qualquer ângulo, sete anos é tempo demais. A redução depende de endosso regulatório dos demais membros do Mercosul? Pois muito bem, o período transcorrido dava de sobra para os emissários brasileiros, encarregados de buscar os jamegões necessários, terem ido e voltado da viagem mesmo que o meio de transporte fosse caravela, zepelim ou lombo de burro. Em suas andanças pelo setor de poliamidas, Plásticos em Revista jamais ouviu dos produtores locais um pio de queixa, ira ou sarcasmo por terem de pagar indevidamente mais caro pela caprolactama. Procurado agora para comentar o disparate tarifário, um megafone do ramo pigarreou: “essas informações são sensíveis e não tenho autorização para comentar”. Bancado pelo BNDES e entregue em 2014 ao empresariado, o relatório “Estudo do potencial de diversificação da indústria química brasileira”, assinado pelas consultorias Gas Energy e Bain & Company, pôs o dedo na ferida. Em 2012, cita o documento, as importações de poliamidas especiais (PA 6, 6.6 etc.) somaram 128.000 toneladas e corresponderam a 32% da demanda local. Entre as dificuldades enfrentadas pelos produtores daqui, o estudo aponta para “a alíquota do imposto de importação da caprolactama,

 

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