O Brasil é um caso à parte no agronegócio e não apenas devido às suas vantagens naturais. Não se sabe de outro lugar no planeta onde o setor está na fachada de dois ministérios – da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário – de políticas conflitantes, ainda por cima. O país é formador de preços em uma série de commodities, de soja, café e milho a carne, açúcar e laranja. Já o governo, embora de um lado garanta crédito rural subsidiado, do outro fecha os olhos quando propriedades e laboratórios responsáveis pelo nosso status de agrotitã são depredados na ilegalidade pelo MST. Apesar desses paradoxos e da miséria da infraestrutura para estocagem e transporte, o agronegócio permanece uma pilastra chave do PIB e do comércio exterior e referência nacional em gestão, pesquisa e produtividade. Para essa linha de passe convergem a biotecnologia, nanotecnologia, TI, automação e, na boleia, a ciência dos plásticos. Não é o caso de se calcular essa contribuição do material por volumes de consumo. Na esfera de PVC, por exemplo, a Braskem, produtora nº 1 do vinil e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (Asfamas) admitem não ter ideia do mercado de tubos de irrigação. A régua para medir a contribuição do plástico ao agronegócio é o andar da fila de desenvolvimentos na área e, aos olhos verdes do campo, a cadeira cativa conquistada pelo material entre as tecnologias para se tirar máximo proveito do cio da terra. “A crise não vai fazer com que

 

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