Sacolas plásticas: ameaça de proibição no comércio em Boston

Conselho municipal recomenda o veto para combater o descarte incorreto

Quinta cidade mais rica dos Estados Unidos, no ranking da plataforma de noticiário financeiro Bloomberg, Boston está a caminho de engrossar o cordão de municípios no país que proíbem as tradicionais sacolas plásticas no comércio. Por unanimidade em votação realizada em 29 de novembro, o conselho municipal de Boston aprovou o banimento das sacolas de saída de caixa e a cobrança de taxa unitária de US$ 0,05 para uso no varejo de sacos de papel com alça, sacolas compostáveis e sacolas plásticas de maior espessura. Conforme foi noticiado, o prefeito Martin Walsh afirma ainda avaliar se apoiará a decisão tomada pelos 12 conselheiros, sob a justificativa de combater o refugo plástico descartado  e contribuir para os esforços generalizados no sentido de reduzir o impacto das mudanças climáticas nas finanças e qualidade de vida da cidade. Defensores do veto sustentam que a medida aumentará a pressão por legislação no mesmo sentido no âmbito estadual, pois Boston é a maior cidade do estado de Massachussets e de toda a região da Nova Inglaterra. Do outro lado do ringue, a entidade American Progressive Bag Alliance (ABPA) enxerga nos meandros do veto recomendado pelo conselho a aplicação de um  indesejável imposto (US$0,05) nas costas do contingente de consumidores, em grande parte integrado pela população de menor poder aquisitivo. Além do mais, atesta a ABPA, a decisão do conselho acaba por favorecer o uso de embalagens alternativas mais prejudiciais ao meio ambiente que as sacolas plásticas, estas totalmente recicláveis e ultra reutilizadas. Matt O’ Mailey, um dos conselheiros que bateram o martelo pela proibição, declarou à imprensa que outras 59 comunidades de Massachussets já regulamentaram o banimento das sacolas plásticas do comércio, reduzindo assim o lixo urbano em níveis expressivos. A ABPA se compromete a trabalhar com o prefeito bostoniano por uma solução melhor que a referida taxa de cobrança do consumidor pela embalagem disponível para suas compras no varejo.