Resinas: vendas no Brasil cresceram 2,3% em 2017

Consumo aparente subiu 5,2% mas a balança comercial fechou deficitária, constata balanço da Coplast

Lei não escrita da petroquímica nacional reza que o mercado doméstico de resinas commodities evolui em média de duas a três vezes em relação ao PIB. 2017 não escapou desse enquadramento ao configurar avanço nas vendas internas (consumo cativo e vendas internas de materiais para artefatos exportados – VIPE) de 2,3% sobre o saldo de 4.409.575 toneladas anotado em 2016, revelam as estimativas recém-liberadas pela Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast), da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). As projeções resultam de cálculos compilados no atacado, sem segmentação das resinas em foco: PP, PEs, PVC, PS e PET. No plano conjunto, por tanto, a Coplast constata 5,2% de crescimento no consumo aparente (produção + importação – exportação) de 6.058.976 toneladas no ano passado perante as 5.758.910 precedentes.  Em relação à produção doméstica das resinas em foco, houve aumento de 2,3% em 2017: foram geradas 6.378.073 toneladas frente as 6.236.899 computadas em 2016. A comissão setorial aponta o mesmo índice de 85% de ocupação da capacidade instalada nos últimos dois anos. Quanto ao comércio exterior, o país amargou em 2017 recuo de -4,5% nas exportações de termoplásticos tradicionais, limitando os embarques a 1.836.380 toneladas versus o total de 1.923.371 toneladas remetidas a outros países em 2016. Por seu turno, desvenda o levantamento da Coplast, as importações brasileiras saltaram 5%, acumulando 1.517.283 toneladas  no último período face as 1.445.382 registradas no exercício anterior. Noves-fora, o Brasil fechou 2017 com déficit de -33,2% na balança comercial dos termoplásticos commodities.