Ráfia presa no cimento

Um mercado onde o saco de PP continua barrado na entrada

Sacos de cimento: enchimento com material aquecido.
Uma pergunta para Arnaldo Battagin, diretor dos laboratórios da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). Battagin: kraft domina do processo de ensaque aos custos. PR – Há mais de duas décadas, a indústria de ráfia tenta substituir o saco de papel no setor nacional de cimento.Por que esse esforço tem sido frustrante? Battagin – O papel kraft multifoliado é classicamente utilizado na indústria de cimento mundial e no Brasil, pois apresenta características de alta resistência e capacidade de absorver grande quantidade de energia sem se romper. Em essência, o kraft possui fibras alongadas, o que confere à embalagem elevada resistência ao rasgo, com índice de sacos rasgados abaixo de 0,1% em média. Os sacos de kraft são os mais utilizados para ensaque de cimento por diversas razões. Quando o cimento é fabricado adquire temperaturas muito altas e, mesmo após o resfriamento e estocagem, o produto é expedido com temperaturas de até 60°C – o saco desse tipo de papel é o único que permite o enchimento com material ainda bastante aquecido. Outra questão se refere à forma como cimento é ensacado e, para tanto, o mercado dispõe de muitas ensacadeiras auto-pack de alta produtividade (mais de 2.000 sacos/h). Os sacos de kraft são os mais apropriados para ensacadeiras automáticas rotativas de alta velocidade. O enchimento é feito por meio de bicos e as válvulas dos sacos de cimento se fecham com a própria pressão do produto, após o processo de enchimento. Hoje em dia, os sacos possuem de duas a

 

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