Querida, encolheram o carrinho

Mudanças nos hábitos de compra respingam nas embalagens. Elas podem ganhar com isso.

A recessão tem virado de ponta cabeça aquele quadro, orgulho dos governo Lula e Dilma 1, da exuberância do consumo das classes mais pobres. Com o fim da festa, decretada pelo governo quebrado, inflação, dólar no cosmos e sumiço do crédito, os consumidores, no plano geral, se vêm compelidos a desapegar de um mundaréu de produtos que se aboletaram em seu cotidiano no passado recente. Agora, a população se debate entre ceder à lógica do dinheiro mais curto ou fazer das tripas coração para não tirar aqueles bens do carrinho do supermercado. Entre esses dois pesos, pulsam muitas orientações para desenvolvimentos e investimentos em embalagens plásticas, deixa claro na entrevista a seguir Olegário Araujo, dirigente da consultoria Inteligência em Varejo e raposa titular dos experts em consumo e varejo. “O desafio da indústria do plástico consiste em entender esta dinâmica das famílias e desenvolver embalagens que levem em conta o posicionamento mercadológico dos clientes, a otimização da cadeia de abastecimento (transporte, exposição etc.), adequação aos canais atendidos e tendências gerais como praticidade, conveniência e sofisticação do consumo”, ele acentua. PR – Como vê a transição de produtos antes frequentes nas compras da Classe C e que, sob a inflação e recessão, passaram à condição de supérfluos hoje evitados por esse público? Araujo – Os produtos não são evitados pelas famílias. O que elas estão buscando são formas para equilibrar o orçamento. No bolso das famílias precisa ter espaço para muitas despesas como o pagamento das dividas, as despesas com celular, internet

 

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