Quem não planta não colhe

Valdecir Gonçales Flores
Valdecir Gonçales Flores Com a crise, muitos jovens não conseguem trabalho em indústrias porque elas exigem experiência dos candidatos. Ao ingressar no seu primeiro emprego em transformadoras de plástico, a nova geração vê nele, a princípio, uma forma de ter seu ganha pão, mas sem a expectativa de formar uma carreira dentro da empresa. Seu objetivo é ganhar dinheiro  no momento, sem pensar no seu futuro ali. Com o passar do tempo, esses novos operadores de máquinas se adaptam ao trabalho, mas, sem o aprimoramento necessário, perdem espaço para os colegas mais qualificados. A política de cargos e salários rege que você tenha a oportunidade de crescer profissionalmente, mas esta ascensão advém de trabalho duro e formação adequada, o que requer tempo para acumular experiência. Hoje em dia, o jovem acha menos estafante e cansativo um trabalho informal do que ficar preso numa fábrica operando máquina. Eu ingressei neste posto em 2005. Desde então, eu não enxergo, no geral, maiores mudanças nos requisitos em termos de escolaridade para alguém exercer a função de operador de máquinas. Tanto antes como agora, exige-se a conclusão do ensino médio. Em paralelo, houve sim, nesses 12 anos, um grandioso avanço tecnológico em máquinas e matérias-primas, levando transformadoras e seus operadores a recorrerem a cursos técnicos para acompanhar a evolução. No rastro dela, os empregadores criaram métodos de medir a produtividade, exigindo assim que todos os operadores seguissem diversas planilhas, calculando a produção horária e seu grau de eficiência. Apesar da escassez de informação disponível

 

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