PVC: tubos para infraestrura estão numa encruzilhada

Construção civil parada e governo sem caixa travam o setor

Cássio Saltori
Cássio Saltori

Cartão de visitas de PVC, o setor de tubos para saneamento básico foi encostado na parede com pistola na testa pela dívida publica impagável e conseqüente seca nas verbas do governo Dilma para a construção de redes de água e esgoto. “O futuro do negócio de tubos plásticos depende da capacidade de sua indústria para repensar a atuação nessa conjuntura crítica”, pondera Cássio Luis Saltori,ex- diretor do escritório de vendas das extrusoras da austríaca battenfeld-cincinnatti e atual diretor da base comercial no país da fabricante de injetoras e robôs Wittman-Battenfeld, também da Áustria . “Não vejo chance de retomada a curto prazo, pois falta capital de giro e a reação à crise ocorre em cadeia: o maior não paga, o do meio não recebe, quem produz não vende e,assim, também não é remunerado e não paga”. A propósito, a edição de 17 de março do jornal Valor Econômico atribui ao freio puxado pela recessão na construção civil e ao empacado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) os pedidos de recuperação judicial apresentados por dois transformadores de tubos de médio porte a paulista Majestic e a paranaense PVC Brasil. Retomando o fio, Saltori não enxerga meios para diminuir o alto índice de n no parque nacional das extrusoras dedicadas a tubos para infraestrutura. “Elas operam nas medidas estabelecidas para essa aplicação. Ou produzem ou ficam paradas; não permitem grandes diversificações de produção e a ideia de readequação do equipamento  a outros produtos tem custo e aí caímos na necessidade de investimentos e falta de capital de giro”, ele constata. “O momento é de o transformador planejar sua atuação com o que tem disponível na fábrica ou aproveitar a escassez de projetos para finalizar uma  boa compra de máquinas com descontos apreciáveis ou condições especiais de pagamento”.

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